Basta. É a palavra de ordem: hoje e sempre.
Basta deixar-te entrar cá no fundo de mim para tentares detonar-me.
Basta de permissões invasivas que me tentam destruir a vida. Já destruiste o suficiente.
Basta de pensar em ti e pensar que algum dia vais entender algo... És demasiado obtuso para entender o que quer que seja desta vida.
Basta de pensar nos momentos que passas com esse teu novo amor...
Basta de deixar que convertas todo este meu esforço de prespectiva positiva, num local devastado por uma tempestade que teima em não querer passar.
Hoje é o momento em que solto o grito há muito preso. Em que me liberto dessas tuas amarras.
Agora é tempo de reconstrução, de reinvenção, de retransformação.
Quero permitir a entrada a outras pessoas. Quero que entrem e se sintam confortaveis, que me conheçam a mim mesma, a minha verdadeira essencia e não o que sobrou da devastação que causaste. Porque não têm culpa da tua péssima existência, da tua fraca sensibilidade, da tua incapacidade de seres humano.
Quero viver, ser livre, ter de volta a minha alegria e o meu sorriso fácil.
Hoje é o dia!
Hoje grito ainda que em silêncio: "BASTA! Não tens aqui mais lugar".
Fica finalmente o alivio, e o vazio absoluto... Esvaziei-me de ti, ou é o que agora vou tratar de fazer. Quando isso acabar não fica mais nada, nem boas recordações... Essas já tu tratas-te de as apagar.
Foste a pior tempestade da minha vida e ao mesmo tempo a melhor que me aconteceu: permitiu-me apreciar melhor a importancia do sol.
Adeus. Agora saí e nunca mais voltes.
quinta-feira, 4 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Metamorfoses
Revolta. Raiva. Ódio. Entram ainda que por breves instantes, permanecem e saem de mim. é um vaí-vem quase frenético e uma luta incessante.
A tua imaturidade, o relacionamento pouco cálculado com a tua filha e o fraco papel que vens desempenhando como pai, dia após dia... Não tens a noção de nada! Doí-me mais a forma como resolves os teus sentimentos com a nossa filha do que qualquer palavra fulminante e irascivel que pudesses atirar-me...
Não posso permitir que estes sentimentos se instalem. Eles não te afectam. Destroem-me, consomem-me... Sim. Porque tu és demasiado fraco (perdoa-me mas alguém insensivel é demasiado pequeno) para entenderes isto. Não espero nada de ti, e no mesmo instante espero de tudo.
Triste... Eu sei.
Gerir este amor masoquista... Mas que amor é este? Será isto alguma forma de amor? Esquecer-me de mim... Inventar razões para te desculpar... Como diria alguém muito proximo de mim: "Porque deixamos nós que nos maltratem assim?", "Porque não reagimos?"... Não sei, juro que não sei.
O que sei é que faz muito sentido "amar-me primeiro para amar". Quero que a minha Luz brilhe o suficiente para que possa ser encontrada.
É nisto em que parte de mim se reinventa e aprende a transformar o destrutivo numa simples forma de amor onde a minha alma serena se eleva e encontra a força para continuar.
Um muito obrigada pelo muito, pelo pouco, pela presença, pela falta dela, porque todas são uma forma de contribuição. Imensamente obrigada!
A tua imaturidade, o relacionamento pouco cálculado com a tua filha e o fraco papel que vens desempenhando como pai, dia após dia... Não tens a noção de nada! Doí-me mais a forma como resolves os teus sentimentos com a nossa filha do que qualquer palavra fulminante e irascivel que pudesses atirar-me...
Não posso permitir que estes sentimentos se instalem. Eles não te afectam. Destroem-me, consomem-me... Sim. Porque tu és demasiado fraco (perdoa-me mas alguém insensivel é demasiado pequeno) para entenderes isto. Não espero nada de ti, e no mesmo instante espero de tudo.
Triste... Eu sei.
Gerir este amor masoquista... Mas que amor é este? Será isto alguma forma de amor? Esquecer-me de mim... Inventar razões para te desculpar... Como diria alguém muito proximo de mim: "Porque deixamos nós que nos maltratem assim?", "Porque não reagimos?"... Não sei, juro que não sei.
O que sei é que faz muito sentido "amar-me primeiro para amar". Quero que a minha Luz brilhe o suficiente para que possa ser encontrada.
É nisto em que parte de mim se reinventa e aprende a transformar o destrutivo numa simples forma de amor onde a minha alma serena se eleva e encontra a força para continuar.
Um muito obrigada pelo muito, pelo pouco, pela presença, pela falta dela, porque todas são uma forma de contribuição. Imensamente obrigada!
terça-feira, 2 de março de 2010
Primeira pessoa do presente do indicativo do verbo: Pensar
Estou aqui sentada a pensar em tanta coisa... Pensar é sem dúvida o verbo que mais tenho praticado neste últimos tempos. Conjugo o verbo no presente do indicativo relativamente ao rumo que vou dando à minha vida, como vou agir, como me sinto e como se sentirão todos os corações por detrás daqueles rostos que se cruzam comigo. Penso em tudo e em nada, penso até demais chegando por vezes a esquecer-me de mim...
Penso no dia em que a minha filha nasceu. Naquele dia marcado por tanta coisa... Quando estamos prestes a ser mães pela primeira vez nem conseguimos imaginar como se irá apresentar o mundo para nós após aqueles segundos... Muda tanta coisa... Gravidez desejada, não desejada, planeada ou não a verdade é que muda, nós mudamos, a pessoa que vive connosco também muda, até os quase desconhecidos mudam. As prioridades passam a ser outras e por mais que queiramos negar estas transformações acontecem. Nos segundos seguintes deperamo-nos connosco próprias e temos a sensação que estamos no lado de fora a olharmo-nos e a perguntarmos "quem és tu?". Podemo-nos tornar em mulheres que a partir daquele momento pensam que são só mães, outras que acham que de mãe não têm nada e que são apenas mulheres, há ainda as que olham para os companheiros e pensam que está alí perante eles a personificação do amor que sentem um pelo outro... infinitas formas de estar e de ser...
No dia em que nasceste eu voltei a nascer e à medida que tu cresces eu cresço também. Enquando adquires as ditas faculdades primárias como mastigar, pegar num copo sozinha, andar, correr saltar... eu meu amor... eu aprendo a viver num mundo de gente crescida de uma outra forma, com outro olhar, com outros sentimentos...
Aprendo a amar-me e a defender-me sem magoar ninguém.
Aprendo que eu não sou uma atriz que representa vários papeis. Sou sim um palco onde se conjugam várias personagens vários lugares, várias histórias. Um palco vivo e itinerante que tem tantos actos, tramas, romance, que desperta emoções e que todos os dias deixa cair o pano para no dia seguinte reabrir outra vez. Sou um palco de tantas situações novas, que nunca ninguém me ensinou a gerir, das quais tenho contacto pela primeira vez... perante as quais sou obrigada a reinventar-me para poder seguir em frente, para me proteger e para que tu meu amor não te apercebas que o mundo tem outras coisas menos boas. E não é que te queira proteger de tudo e trancar-te numa torre. Quero isso sim deixar-te viver uma infância feliz, de sonhos, alegrias, num imaginário que um dia será a tua zona de conforto para enfrentares todas estas coisas, que possas recordar e te deixe com um sorriso rasgado nos lábios. Porque seres criança quando o tens de ser é um direito teu que jamais vou deixar que to tirem.
AMO-TE FILHA!
Ver-te crescer e poder crescer contigo tem sido um privilégio que me tens dado. Não sabes mas tens sido a minha Luz e a minha Força de todas a vezes que me senti a cair para trás. Considero-nos uma equipa e acho que é isso que somos verdadeiramente: uma boa equipa.
Os meus desejos não são uma vida inteira de coisas boas, porque isso é irreal. Eles recaem mais numa vontade e esperança de sermos uma rocha. Que perante as adversidades da vida de cada uma de nós tenhamos a capacidade de nos unir e nos tornarmos num penedo demasiado denso e forte para ser derrubado.
Aprendo a viver por mim, por ti, por nós.
Estás sempre e para sempre no meu coração.
Ser mãe é muito mais além do que o olhar pode alcançar e do que a mente pode voar. Ser mãe "é viver constantemente com o coração fora do corpo". Ser mãe é um caminho de aprendizagem, de dádiva e dignidade. Obrigada por me teres escolhido como mãe.
Penso no dia em que a minha filha nasceu. Naquele dia marcado por tanta coisa... Quando estamos prestes a ser mães pela primeira vez nem conseguimos imaginar como se irá apresentar o mundo para nós após aqueles segundos... Muda tanta coisa... Gravidez desejada, não desejada, planeada ou não a verdade é que muda, nós mudamos, a pessoa que vive connosco também muda, até os quase desconhecidos mudam. As prioridades passam a ser outras e por mais que queiramos negar estas transformações acontecem. Nos segundos seguintes deperamo-nos connosco próprias e temos a sensação que estamos no lado de fora a olharmo-nos e a perguntarmos "quem és tu?". Podemo-nos tornar em mulheres que a partir daquele momento pensam que são só mães, outras que acham que de mãe não têm nada e que são apenas mulheres, há ainda as que olham para os companheiros e pensam que está alí perante eles a personificação do amor que sentem um pelo outro... infinitas formas de estar e de ser...
No dia em que nasceste eu voltei a nascer e à medida que tu cresces eu cresço também. Enquando adquires as ditas faculdades primárias como mastigar, pegar num copo sozinha, andar, correr saltar... eu meu amor... eu aprendo a viver num mundo de gente crescida de uma outra forma, com outro olhar, com outros sentimentos...
Aprendo a amar-me e a defender-me sem magoar ninguém.
Aprendo que eu não sou uma atriz que representa vários papeis. Sou sim um palco onde se conjugam várias personagens vários lugares, várias histórias. Um palco vivo e itinerante que tem tantos actos, tramas, romance, que desperta emoções e que todos os dias deixa cair o pano para no dia seguinte reabrir outra vez. Sou um palco de tantas situações novas, que nunca ninguém me ensinou a gerir, das quais tenho contacto pela primeira vez... perante as quais sou obrigada a reinventar-me para poder seguir em frente, para me proteger e para que tu meu amor não te apercebas que o mundo tem outras coisas menos boas. E não é que te queira proteger de tudo e trancar-te numa torre. Quero isso sim deixar-te viver uma infância feliz, de sonhos, alegrias, num imaginário que um dia será a tua zona de conforto para enfrentares todas estas coisas, que possas recordar e te deixe com um sorriso rasgado nos lábios. Porque seres criança quando o tens de ser é um direito teu que jamais vou deixar que to tirem.
AMO-TE FILHA!
Ver-te crescer e poder crescer contigo tem sido um privilégio que me tens dado. Não sabes mas tens sido a minha Luz e a minha Força de todas a vezes que me senti a cair para trás. Considero-nos uma equipa e acho que é isso que somos verdadeiramente: uma boa equipa.
Os meus desejos não são uma vida inteira de coisas boas, porque isso é irreal. Eles recaem mais numa vontade e esperança de sermos uma rocha. Que perante as adversidades da vida de cada uma de nós tenhamos a capacidade de nos unir e nos tornarmos num penedo demasiado denso e forte para ser derrubado.
Aprendo a viver por mim, por ti, por nós.
Estás sempre e para sempre no meu coração.
Ser mãe é muito mais além do que o olhar pode alcançar e do que a mente pode voar. Ser mãe "é viver constantemente com o coração fora do corpo". Ser mãe é um caminho de aprendizagem, de dádiva e dignidade. Obrigada por me teres escolhido como mãe.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Revoltando no passado...
Hoje foi dia de arrumações. Há muito que as andava para fazer, mas fui adiando porque sabia que inevitavelmente teria de mexer na caixinha onde guardo todas as coisas do passado. A minha caixinha de tesouros.
Para muitos será uma caixa de tralhas sem sentido algum, apenas eu sei qual o sentido dos sentimentos, da cronologia dos acontecimentos, de cada pedaço de objecto que alí se encontra. Abrir aquela caixa é sentir toda aquela montanha de emoções que uma criança vive aquando o momento da caça ao tesouro.
Pois bem... mãos à obra e fui dando a volta pelas coisas maiores: sebentas, cadernos, papeis que nem eu entendi o que eram, mas deixei ficar porque existem coisas na nossa vida que em nada fazem sentido e no entanto mantemos até ao dia em que simplesmente desaparecemos com elas.
Ainda nesta altura me vieram parar coisas à mão carregadas de energias tão distantes que ao vê-las pensei: "eu fui assim", depois "era assim"... e um clic: "Não. Eu sou assim!" e naquele momento senti-me a vibrar: "ESTOU VIVA!!!" pensei eu. Algures no passado, sem qualquer intenção e sem saber carreguei de boas energias objectos que enviei para o futuro. Futuro esse que é hoje, aqui e agora e que vibra com essas mesmas energias.
Finalmente cheguei ao meu dito tesouro... parei, respirei fundo... remexi, reli, recordei. No fim apenas ficou isto: tantos amores que tive, em cada um depositei todo o meu amor, em cada um pensei que tinha encontrado o amor da minha vida pela quantidade de coisas tontas que escrevi... apercebi-me que não. Não sofri assim tanto por aquelas "perdas".
Claro, inevitavelmente pensei em ti... se serias daqui a uns tempos como aquelas passagens... Pergunta idiota... Não, não serias. Foram sete anos, muitos momentos que guardo tão fundo dentro de mim, recordações boas, emoções, sentimentos experimentados... tanta coisa! A nossa filha... O teu cheiro sinto-o quando fecho os olhos, até te consigo imaginar por instantes diante de mim... Conheço-te cada milimetro de pele, cada expressão... Tudo isto parece estar demasiado longe e impossivel de alcançar, mas ao mesmo tempo está tudo aqui e alí. Estás em todas as coisas que me rodeiam. Ainda estás em mim. E não sei quando sairás ou quando eu te deixarei ir.
Continuo a procurar-te mesmo sabendo que nunca mais te encontrarei da mesma forma que te guardo...
Para muitos será uma caixa de tralhas sem sentido algum, apenas eu sei qual o sentido dos sentimentos, da cronologia dos acontecimentos, de cada pedaço de objecto que alí se encontra. Abrir aquela caixa é sentir toda aquela montanha de emoções que uma criança vive aquando o momento da caça ao tesouro.
Pois bem... mãos à obra e fui dando a volta pelas coisas maiores: sebentas, cadernos, papeis que nem eu entendi o que eram, mas deixei ficar porque existem coisas na nossa vida que em nada fazem sentido e no entanto mantemos até ao dia em que simplesmente desaparecemos com elas.
Ainda nesta altura me vieram parar coisas à mão carregadas de energias tão distantes que ao vê-las pensei: "eu fui assim", depois "era assim"... e um clic: "Não. Eu sou assim!" e naquele momento senti-me a vibrar: "ESTOU VIVA!!!" pensei eu. Algures no passado, sem qualquer intenção e sem saber carreguei de boas energias objectos que enviei para o futuro. Futuro esse que é hoje, aqui e agora e que vibra com essas mesmas energias.
Finalmente cheguei ao meu dito tesouro... parei, respirei fundo... remexi, reli, recordei. No fim apenas ficou isto: tantos amores que tive, em cada um depositei todo o meu amor, em cada um pensei que tinha encontrado o amor da minha vida pela quantidade de coisas tontas que escrevi... apercebi-me que não. Não sofri assim tanto por aquelas "perdas".
Claro, inevitavelmente pensei em ti... se serias daqui a uns tempos como aquelas passagens... Pergunta idiota... Não, não serias. Foram sete anos, muitos momentos que guardo tão fundo dentro de mim, recordações boas, emoções, sentimentos experimentados... tanta coisa! A nossa filha... O teu cheiro sinto-o quando fecho os olhos, até te consigo imaginar por instantes diante de mim... Conheço-te cada milimetro de pele, cada expressão... Tudo isto parece estar demasiado longe e impossivel de alcançar, mas ao mesmo tempo está tudo aqui e alí. Estás em todas as coisas que me rodeiam. Ainda estás em mim. E não sei quando sairás ou quando eu te deixarei ir.
Continuo a procurar-te mesmo sabendo que nunca mais te encontrarei da mesma forma que te guardo...
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